eu esperarei por você.
Se você me disser para ficar,
eu ficarei com toda certeza.
Se você não quiser dizer absolutamente nada,
eu estou feliz só imaginando.
Wondering - Good Charlotte
Essa música foi uma das primeiras a tocar no blog.
A letra é incrivelmente simples, de forma que eu a sei de cor até hoje. Simples, mas diz tudo que eu precisava ouvir na primeira vez que a ouvi. Até hoje, quando a ouço, alguma coisa nela parece encaixar. Por isso eu resolvi postá-la aqui hoje. A simplicidade das coisas me parece mais... Ah... "Percebível", ultimamente. Dias atrás, eu estava me mordendo por questões fúteis. Agora, eu consigo admitir que eram questões fúteis sem me morder. HAHA. E aí, uma felicidade inexplicável me acomete. E eu não estou nem aí para o motivo dela. Drummond já dizia, "Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade". E ah, como Drummond estava certo. Meses atrás eu escrevi aqui sobre como parei de procurar pela felicidade, como percebi que não é algo que se procure, é algo que simplesmente se sente, simplesmente se é, algo que não precisa ter motivo, e é melhor que não tenha. É melhor que seja inexplicável, que seja impossível, que seja improvável.
Quando é dito que algo é inexplicável, impossível, improvável, atribui-se ao "algo" uma soberania, por assim dizer. Uma grandeza. E aí, aceita-se o inexplicável, impossível, improvável como algo maior que você, algo que lhe conforta, talvez.
Porém, a reação pode muito bem ser outra. O que é impossível e/ou improvável gera a curiosidade, a vontade de se descobrir, de por à prova a aclamada impossibilidade e/ou improbabilidade. Esse "querer descobrir" amplia o seu senso de realidade. Faz com que você acredite no que há além, queira saber o que há além. Ampliando-se a realidade, há mais coisas para imaginar, para sonhar, para desejar. E aí você também quer explicar o inexplicável.
Não é preciso desistir de algo quando reconhece-se a inexplicabilidade, impossibilidade e improbabilidade deste "algo". Não precisa-se crer que tais três condições existam, afinal de contas. Afinal, se nada for inexplicável, impossível e improvável, tudo está ao nosso alcance.
O mundo é nosso.
A vida é nossa.
A felicidade é nossa.
Tudo passa a parecer simples. Simples como as gotas de chuva, como um beijo apaixonado, como palavras lidas numa tela de computador. Simples e adorável. Simples e acreditável, imaginável, alcançável. Simples e... Feliz.
Não sei se esse meu texto fez algum sentido, espero que tenha feito, porém.
A questão é que estou feliz e quero que todo mundo seja feliz também.
Que frase infantil, oh.
Opa, cheiro de grama molhada. CHUVA *-*
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Três é demais.
- Bom dia, boa tarde ou boa noite! - saudou Fábia.
- Que efusiva você - observou Greg, medindo Fábia da cabeça aos pés.
- Você soa deprimente - comentou Alice.
- Ele é um assassino e está assim porque eu briguei com ele - respondeu Mona.
- Não saia contando aos outros!
- Assassino? Qual sua arma favorita? - os olhos de Alice brilhavam enquanto ela puxava Greg para um canto e começava uma conversa sobre pólvora. Mona adiantou-se para chamá-lo de volta quando Lisa apareceu para interceptá-la.
- Ouvi dizer que você escreve bem, não quer me dar algumas dicas? - perguntou ela com um sorriso amigável. As duas saíram conversando, sob os olhares de Ícaro e Fabrício.
- Mulheres...
- Hunf.
- Não deem atenção à eles! - riu-se Fábia. - A situação é a seguinte: todos nós resolvemos nos reunir hoje para comemorar o aniversário de três anos do ooh-mygod!
- O aniversário foi ontem, mas a galera da Incógnita tinha pedido férias e por isso demoraram a chegar aqui - explanou Maria Helena, olhando de canto para Greg e depois para Mona.
- Ah, vê se não reclama, você é uma das novatas por aqui... - murmurou Code, entre bocejos.
- Tenha modos - replicou Uli, dando-lhe um soco nas costelas.
- Você nem é da nossa história! - exclamou Lena, defendendo Code.
- Como vocês podem ver, somos todos uma grande família feliz - ironizou Otto.
- Mas o importante é que todos fazemos parte do legado do blog, e hoje viemos fazer uma participação especial - concluiu Cátia, com um sorriso largo.
- O povo da Mystique disse que não podia vir porque eles são muito reservados, sabe - comentou Matt, terminando um cigarro.
- E nós respeitamos eles, é claro - disse Ícaro.
- Eles são os pioneiros, afinal... - concordou Rob.
- NÃO FUJAM DO ASSUNTO! - berrou Fábia. Alice parou abruptamente seu discurso sobre dinamite e levou a mão ao revólver, Fabrício puxou Cátia para longe de Fábia, Mona e Lisa se entreolharam e Otto, Uli e Rob caíram na risada.
- O que ela quer gentilmente dizer é que o blog ontem fez três anos, e por mais que os comentários tenham diminuído recentemente, a autora estima muito seus visitantes assim como estima a nós, seus personagens, e por isso mesmo nos colocou aqui para comemorar a data - explicou Marc dócil e calmamente, abraçando Fábia pela cintura. Code olhou de Matt para Alice, abriu um sorriso fino e saiu correndo até a moça, agarrando-a.
- Isso não foi uma deixa para você sair atrás dela, seu vampiro pervertido! - bradou Matt, pisando violentamente no cigarro que jogara no chão minutos antes.
- Ora, mas seu... - começou Code, partindo para cima de Matt, os caninos pontiagudos aparecendo.
- Não... Fujam... Assunto... - murmurou Fábia, Marc sorriu, esperando acalmá-la, ao passo que Greg, Fabrício e Rob tentavam apartar a briga de Matt e Code. Lisa ria da situação, Alice olhava para ambos com uma expressão de reprovação, e Lena acompanhava os movimentos dos rapazes com os olhos, antes da briga aumentar e ela acabar sendo carregada junto. Marc chamou as outras moças para perto de Fábia, para que ficassem longe da briga. Alice respirou fundo.
- Então né. Feliz aniversário, ooh-mygod - finalizou ela, sorrindo de orelha a orelha diante da cena.
Alice, Matt, Lena e Code pertencem a Society;
Greg e Mona pertencem a Incógnita;
Fábia, Marc, Rob, Uli (Camilla) e Otto pertencem a RE:Conspiração;
Cátia, Maria Helena e Fabrício pertencem a Hellhound Gang;
Lisa e Ícaro pertencem a Doodles and Sketches;
e todos eles pertencem a mim :D
Em nenhum outro blog a data de finados é um dia tão feliz.
Aliás, eu não havia percebido que o blog faz aniversário no dia de finados até agora.
Bom, que venham mais três, dez, trinta e três, infinitos anos.
Beijos, leitores meus :)
- Que efusiva você - observou Greg, medindo Fábia da cabeça aos pés.
- Você soa deprimente - comentou Alice.
- Ele é um assassino e está assim porque eu briguei com ele - respondeu Mona.
- Não saia contando aos outros!
- Assassino? Qual sua arma favorita? - os olhos de Alice brilhavam enquanto ela puxava Greg para um canto e começava uma conversa sobre pólvora. Mona adiantou-se para chamá-lo de volta quando Lisa apareceu para interceptá-la.
- Ouvi dizer que você escreve bem, não quer me dar algumas dicas? - perguntou ela com um sorriso amigável. As duas saíram conversando, sob os olhares de Ícaro e Fabrício.
- Mulheres...
- Hunf.
- Não deem atenção à eles! - riu-se Fábia. - A situação é a seguinte: todos nós resolvemos nos reunir hoje para comemorar o aniversário de três anos do ooh-mygod!
- O aniversário foi ontem, mas a galera da Incógnita tinha pedido férias e por isso demoraram a chegar aqui - explanou Maria Helena, olhando de canto para Greg e depois para Mona.
- Ah, vê se não reclama, você é uma das novatas por aqui... - murmurou Code, entre bocejos.
- Tenha modos - replicou Uli, dando-lhe um soco nas costelas.
- Você nem é da nossa história! - exclamou Lena, defendendo Code.
- Como vocês podem ver, somos todos uma grande família feliz - ironizou Otto.
- Mas o importante é que todos fazemos parte do legado do blog, e hoje viemos fazer uma participação especial - concluiu Cátia, com um sorriso largo.
- O povo da Mystique disse que não podia vir porque eles são muito reservados, sabe - comentou Matt, terminando um cigarro.
- E nós respeitamos eles, é claro - disse Ícaro.
- Eles são os pioneiros, afinal... - concordou Rob.
- NÃO FUJAM DO ASSUNTO! - berrou Fábia. Alice parou abruptamente seu discurso sobre dinamite e levou a mão ao revólver, Fabrício puxou Cátia para longe de Fábia, Mona e Lisa se entreolharam e Otto, Uli e Rob caíram na risada.
- O que ela quer gentilmente dizer é que o blog ontem fez três anos, e por mais que os comentários tenham diminuído recentemente, a autora estima muito seus visitantes assim como estima a nós, seus personagens, e por isso mesmo nos colocou aqui para comemorar a data - explicou Marc dócil e calmamente, abraçando Fábia pela cintura. Code olhou de Matt para Alice, abriu um sorriso fino e saiu correndo até a moça, agarrando-a.
- Isso não foi uma deixa para você sair atrás dela, seu vampiro pervertido! - bradou Matt, pisando violentamente no cigarro que jogara no chão minutos antes.
- Ora, mas seu... - começou Code, partindo para cima de Matt, os caninos pontiagudos aparecendo.
- Não... Fujam... Assunto... - murmurou Fábia, Marc sorriu, esperando acalmá-la, ao passo que Greg, Fabrício e Rob tentavam apartar a briga de Matt e Code. Lisa ria da situação, Alice olhava para ambos com uma expressão de reprovação, e Lena acompanhava os movimentos dos rapazes com os olhos, antes da briga aumentar e ela acabar sendo carregada junto. Marc chamou as outras moças para perto de Fábia, para que ficassem longe da briga. Alice respirou fundo.
- Então né. Feliz aniversário, ooh-mygod - finalizou ela, sorrindo de orelha a orelha diante da cena.
Alice, Matt, Lena e Code pertencem a Society;
Greg e Mona pertencem a Incógnita;
Fábia, Marc, Rob, Uli (Camilla) e Otto pertencem a RE:Conspiração;
Cátia, Maria Helena e Fabrício pertencem a Hellhound Gang;
Lisa e Ícaro pertencem a Doodles and Sketches;
e todos eles pertencem a mim :D
Em nenhum outro blog a data de finados é um dia tão feliz.
Aliás, eu não havia percebido que o blog faz aniversário no dia de finados até agora.
Bom, que venham mais três, dez, trinta e três, infinitos anos.
Beijos, leitores meus :)
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RE:Conspiração,
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segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Diálogo para quê?
Há situações que dispensam palavras. Um simples suspiro mais longo, um singelo olhar, um breve aceno. Até mesmo a desajeitada ação de deixar cair as chaves da mão antes de abrir a porta. Poderiam ser substituídas por palavras, evidentemente. Mas há certas coisas, que apenas as palavras não dizem. O que realmente "diz" é a forma como se fala, a forma como se traduz o significado do que precisa ser dito. Chega a ser tão relativo quanto o tempo. Um "olá" pode significar um "adeus", dependendo da boca que o pronuncia, ou da mão que o escreve. Perdi algum tempo divagando sobre as palavras enquanto entrava em casa, mal olhando para os lados, passando reto pela porta da cozinha, virando no corredor, entrando no quarto e me encostando na porta depois de fechá-la. Uma sensação estranha me subia pela garganta. Digo estranha pois eu ainda não sei como classificar o que me acometeu. A breve conversa que eu acabara de experimentar fora o bastante para fazer meu coração dar pulos? Que raio de garota emocional eu me tornei? Foram tão poucas palavras, e agora eu extraía delas um significado tão grande que me fazia querer sair saltitando pelo primeiro campo florido que aparecesse na minha frente. O que eu não entendia era essa profundidade absurda que os poucos gestos de momentos antes haviam adquirido, gestos mais breves que as próprias palavras. O celular voltou a vibrar no meu bolso, simplesmente o tirei de lá e arremessei-o sobre a cama. Corri à janela. Na verdade não corri, mas tudo ao meu redor parecia tão suave e efêmero ao meus olhos que eu poderia muito bem ter corrido e não ter percebido. Abri a janela e debrucei-me no batente, a observar a chuva caindo. Sentia-me vulnerável, estupidamente vulnerável. Uma oportunidade parecia dançar em meio às gotas de chuva que caíam, e a vulnerabilidade fez uma parceira com a curiosidade para me fazer querer esticar os braços e sair dançando com a oportunidade. Não importava a chuva, não importavam as palavras. O que importava era só a sensação, o gesto, a ideia. Porque afinal, há situações que dispensam palavras.
Imagens de três mangás shoujo muito lindos.
1º - Suki, Tokoro no Yori Arashi (Parte 2)
2º - Suki, Tokoro no Yori Arashi (Parte 3)
3º - Isshun no Tsuki
Meu humor está estranho hojem, e aí esses textos em primeira pessoa simplesmente surgem.
Trilha sonora ♪
"In my darkest hours I could not foresee
That the tide could turn so fast to this degree"
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sábado, 24 de outubro de 2009
- Mas que drama.
- Realmente - concordou Code, observando a briga no fim da rua, até que um rapaz resolveu apartá-la, e os jovens se dividiram em dois grupos, cada um saindo para um lado da rua.
- Humanos são estranhos - analisou Lena.
- E nós somos tão estranhos para eles quanto eles para nós - observou Maxwell.
- Na verdade nem tanto - corrigiu Alice. - Eles não dão a miníma se não sabem nossa natureza. Mas quando descobrem...
Code sorriu, encostando-se na van. Lena analisava suas unhas, e Maxwell sondava a rua de esquina à esquina. Alice olhava para o céu azul. Um dia antes, Jeremy havia lhe perguntado se era queria voltar a ser vampira ou se não se importaria de permanecer humana para sempre. Por mais que Jeremy só perguntasse por perguntar, a questão não a abandonou. Ela vivera como uma humana normal por sete anos, mas nada poderia comparar-se à vida de um vampiro puro, a vida que ela um dia experimentara.
- Pensando no quê? - perguntou Code. Alice virou-se abruptamente para ele, encontrando os olhos cereja do rapaz olhando para ela com uma expressão calma.
- Ah... Na... Nada - gaguejou ela. "Que sentimento é esse?", pensou ela. Uma força parecia comprimir seu coração. Ela não sabia dizer se era porque uma decisão precisava ser tomada logo, ou se era apenas por causa do olhar de Code. Ela imaginava que ele tinha um poder quase anestésico quando olhava para ela. "Talvez seja porque a magia elemental dele é o gelo", imaginou ela, num ímpeto de inocência.
- Você sabe que tudo dará certo, não sabe? - perguntou ele, virando-se de frente para ela. - Talvez medidas dramáticas não sejam necessárias.
- Eu imagino o que acontecerá se as medidas forem realmente dramáticas - disse ela. O sorriso de Code minguou, e ele levou a mão aos cabelos.
- Ah, ser humana por tanto tempo pode ter te afetado.
- O que você quer dizer? - exaltou-se Alice, levantando as sobrancelhas.
- Você não sabe o que escolher agora. Se nunca tivesse vivenciado as opções, não seria difícil de escolher. Seria como decidir entre uma bebida que você conheça e uma que você jamais tenha provado. Mas agora que você já provou das duas bebidas, não sabe qual escolher.
- Não precisa me contar isso - murmurou ela, baixando a cabeça. Code adquiriu uma expressão levemente assustada, como se tivesse feito algo muito errado.
- O que eu quero dizer é... - começou ele, procurando as palavras. Alice levantou os olhos para ele, e uma nova sensação a acometeu quando a ideia de que Code era realmente bonito surgiu em sua mente. O rapaz olhou para os olhos dela, e então as palavras apareceram. - Não importa qual bebida você acabar escolhendo, isso não vai mudar o que eu sinto por você.
"O que eu sinto". As palavras ecoaram na mente de Alice. Agora a decisão parecia ficar um pouco mais difícil, por mais que a ideia de ter Code apoiando-a, indiferente de qual fosse a decisão, a fizesse sentir melhor.
- Mesmo se eu fizer um drama? - perguntou ela, puxando ele pela camiseta.
- Mesmo se você fizer um drama - ele sorriu, e então a abraçou.
- Humanos são estranhos - analisou Lena.
- E nós somos tão estranhos para eles quanto eles para nós - observou Maxwell.
- Na verdade nem tanto - corrigiu Alice. - Eles não dão a miníma se não sabem nossa natureza. Mas quando descobrem...
Code sorriu, encostando-se na van. Lena analisava suas unhas, e Maxwell sondava a rua de esquina à esquina. Alice olhava para o céu azul. Um dia antes, Jeremy havia lhe perguntado se era queria voltar a ser vampira ou se não se importaria de permanecer humana para sempre. Por mais que Jeremy só perguntasse por perguntar, a questão não a abandonou. Ela vivera como uma humana normal por sete anos, mas nada poderia comparar-se à vida de um vampiro puro, a vida que ela um dia experimentara.
- Pensando no quê? - perguntou Code. Alice virou-se abruptamente para ele, encontrando os olhos cereja do rapaz olhando para ela com uma expressão calma.
- Ah... Na... Nada - gaguejou ela. "Que sentimento é esse?", pensou ela. Uma força parecia comprimir seu coração. Ela não sabia dizer se era porque uma decisão precisava ser tomada logo, ou se era apenas por causa do olhar de Code. Ela imaginava que ele tinha um poder quase anestésico quando olhava para ela. "Talvez seja porque a magia elemental dele é o gelo", imaginou ela, num ímpeto de inocência.
- Você sabe que tudo dará certo, não sabe? - perguntou ele, virando-se de frente para ela. - Talvez medidas dramáticas não sejam necessárias.
- Eu imagino o que acontecerá se as medidas forem realmente dramáticas - disse ela. O sorriso de Code minguou, e ele levou a mão aos cabelos.
- Ah, ser humana por tanto tempo pode ter te afetado.
- O que você quer dizer? - exaltou-se Alice, levantando as sobrancelhas.
- Você não sabe o que escolher agora. Se nunca tivesse vivenciado as opções, não seria difícil de escolher. Seria como decidir entre uma bebida que você conheça e uma que você jamais tenha provado. Mas agora que você já provou das duas bebidas, não sabe qual escolher.
- Não precisa me contar isso - murmurou ela, baixando a cabeça. Code adquiriu uma expressão levemente assustada, como se tivesse feito algo muito errado.
- O que eu quero dizer é... - começou ele, procurando as palavras. Alice levantou os olhos para ele, e uma nova sensação a acometeu quando a ideia de que Code era realmente bonito surgiu em sua mente. O rapaz olhou para os olhos dela, e então as palavras apareceram. - Não importa qual bebida você acabar escolhendo, isso não vai mudar o que eu sinto por você.
"O que eu sinto". As palavras ecoaram na mente de Alice. Agora a decisão parecia ficar um pouco mais difícil, por mais que a ideia de ter Code apoiando-a, indiferente de qual fosse a decisão, a fizesse sentir melhor.
- Mesmo se eu fizer um drama? - perguntou ela, puxando ele pela camiseta.
- Mesmo se você fizer um drama - ele sorriu, e então a abraçou.
"Code, nunca me deixe".
A ideia do texto surgiu no meio de uma conversa no msn, e acabou ficando melhor que a encomenda!
A trilha sonora de hoje fica por conta de um vídeo, feito com cenas de Vampire Knight.
A trilha sonora de hoje fica por conta de um vídeo, feito com cenas de Vampire Knight.
Beijos leitores meus.
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Society
- Lute comigo.
- Quê? - Lena encarava Jeremy com uma expressão perplexa. - Eu, lutar com você?
- É, foi exatamente isso que eu disse.
Code olhou para Alice, que recorreu à Matt, que olhava de Lena para Maxwell, e então pousou o olhar sobre Ella, como se perguntasse o que estava acontecendo. Ella, por sua vez, apenas balançou a cabeça. Maxwell e Seth entraram pela porta a tempo de presenciar a discussão.
- Eu não posso lutar contra você - concluiu Lena.
- E por que não pode?
- Você é meu aliado, isso vai contra meus princípios.
- Princípios, claro... - murmurou Code, enquanto Maxwell sentava-se ao seu lado para tentar entender o que estava acontecendo.
- E você fique quieto, congeladinho.
Matt riu brevemente e Code fechou a cara. Alice desencostou-se da cadeira alta e apoiou o rosto nas mãos, uma expressão que beirava o fascínio no rosto, observando os olhos de Jeremy. "Ele fica mais ousado e seus olhos mais brilhantes a cada dia", pensou ela.
- Achei que você era o tipo que apoiava treinamentos - argumentou Jeremy. - Matt já me treinou, Alice fez o que pôde para me ensinar um pouco sobre magia em lutas corpo a corpo, Code e Dean já lutaram comigo, mas lutar com uma vampira cujo poder elemental é o vento seria um verdadeiro desafio, talvez a minha maior provação.
- Errado - uma voz ecoou pela sala, e todos os rostos presentes viraram-se para observar. Uma brisa leve entrava pela porta de vidro entreaberta. Ella estava sentada com as mãos agarrando o assento da cadeira, a cabeça baixa, mordendo o lábio. Talvez seus olhos mostrassem raiva, ou então insegurança, era impossível dizer uma vez que os olhos dela sempre estavam envoltos por bandagens. - Sua maior provação é vencer a si mesmo.
O fascínio nos olhos de Alice intensificou-se ao ouvir as palavras de Ella. "Ela fala pouco, mas quando fala...", filosofou Matt. Lena deixou cair o queixo, olhando para a irmã, os olhos levemente marejados pelo que poderiam ser lágrimas. Maxwell e Code sorriram.
- Elementar - começou Code. - Apenas um poder que seja equivalente ao seu poderá constituir tal provação. Você pode lutar contra dezenas de magos, exterminar centenas, mas nem o poder de milhares será tão desafiador quanto encarar a si mesmo.
- Vindo de Ella, você poderia admitir isso como um desafio - comentou Alice. - Ela é a mais forte entre nós.
Seth levantou as sobrancelhas, Matt suspirou, como se já soubesse daquilo. Jeremy observava os rostos dos que falavam um por um, pousando o olhar sobre Ella, ainda na mesma posição rígida, agarrada à cadeira. O clima na sala tornou-se mais leve diante da resolução que acabara de ser pronunciada. Jeremy andou até ficar frente à Ella, e apoiou-se com as mãos espalmadas sobre a mesa, olhando para ela com um ar decidido.
- Então você lutará comigo?
- Você é idiota ou o quê? - exclamaram Code, Alice e Maxwell em uníssono, e todos desataram a rir.
Não era esse texto que eu planejava, mas as palavras simplesmente digitaram-se sozinhas.
Ler Fairy Tail deve ter influenciado um pouco, recomendo ^^.
Beijos e até mais, pessoas.
Merchandise básico:
su-tilmente, blog da minha xará querida :)
Eu e ela somos uma dupla: o Sub & o Consciente, sacam? xD
- É, foi exatamente isso que eu disse.
Code olhou para Alice, que recorreu à Matt, que olhava de Lena para Maxwell, e então pousou o olhar sobre Ella, como se perguntasse o que estava acontecendo. Ella, por sua vez, apenas balançou a cabeça. Maxwell e Seth entraram pela porta a tempo de presenciar a discussão.
- Eu não posso lutar contra você - concluiu Lena.
- E por que não pode?
- Você é meu aliado, isso vai contra meus princípios.
- Princípios, claro... - murmurou Code, enquanto Maxwell sentava-se ao seu lado para tentar entender o que estava acontecendo.
- E você fique quieto, congeladinho.
Matt riu brevemente e Code fechou a cara. Alice desencostou-se da cadeira alta e apoiou o rosto nas mãos, uma expressão que beirava o fascínio no rosto, observando os olhos de Jeremy. "Ele fica mais ousado e seus olhos mais brilhantes a cada dia", pensou ela.
- Achei que você era o tipo que apoiava treinamentos - argumentou Jeremy. - Matt já me treinou, Alice fez o que pôde para me ensinar um pouco sobre magia em lutas corpo a corpo, Code e Dean já lutaram comigo, mas lutar com uma vampira cujo poder elemental é o vento seria um verdadeiro desafio, talvez a minha maior provação.
- Errado - uma voz ecoou pela sala, e todos os rostos presentes viraram-se para observar. Uma brisa leve entrava pela porta de vidro entreaberta. Ella estava sentada com as mãos agarrando o assento da cadeira, a cabeça baixa, mordendo o lábio. Talvez seus olhos mostrassem raiva, ou então insegurança, era impossível dizer uma vez que os olhos dela sempre estavam envoltos por bandagens. - Sua maior provação é vencer a si mesmo.
O fascínio nos olhos de Alice intensificou-se ao ouvir as palavras de Ella. "Ela fala pouco, mas quando fala...", filosofou Matt. Lena deixou cair o queixo, olhando para a irmã, os olhos levemente marejados pelo que poderiam ser lágrimas. Maxwell e Code sorriram.
- Elementar - começou Code. - Apenas um poder que seja equivalente ao seu poderá constituir tal provação. Você pode lutar contra dezenas de magos, exterminar centenas, mas nem o poder de milhares será tão desafiador quanto encarar a si mesmo.
- Vindo de Ella, você poderia admitir isso como um desafio - comentou Alice. - Ela é a mais forte entre nós.
Seth levantou as sobrancelhas, Matt suspirou, como se já soubesse daquilo. Jeremy observava os rostos dos que falavam um por um, pousando o olhar sobre Ella, ainda na mesma posição rígida, agarrada à cadeira. O clima na sala tornou-se mais leve diante da resolução que acabara de ser pronunciada. Jeremy andou até ficar frente à Ella, e apoiou-se com as mãos espalmadas sobre a mesa, olhando para ela com um ar decidido.
- Então você lutará comigo?
- Você é idiota ou o quê? - exclamaram Code, Alice e Maxwell em uníssono, e todos desataram a rir.
Não era esse texto que eu planejava, mas as palavras simplesmente digitaram-se sozinhas.
Ler Fairy Tail deve ter influenciado um pouco, recomendo ^^.
Me empurre do penhasco;
e eu ainda te digo:
- Foda-se, eu adoro voar.
Beijos e até mais, pessoas.
Merchandise básico:
su-tilmente, blog da minha xará querida :)
Eu e ela somos uma dupla: o Sub & o Consciente, sacam? xD
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Sistema de Gráficos (Delphi)
Desta vez é um sistema de gráficos para computar dados sobre a gripe suína (A ideia não foi minha).
Eu havia escrito um texto lindo e magnífico - modéstia à parte - protagonizando Alice e Matt, mas o IE (sim, estou usando IE) deu uma bela travada e eu perdi meu precioso trabalho, porque o Blogger recusou-se a salvar. Imaginem a desgraça.
Dramas à parte, segue o código para o programa:
Imagens (os dados utilizados são fictícios):
Por enquanto é isso, mais tarde - ou outro dia - eu volto e posto o texto que o Blogger não quis salvar :<
Frase famosa!
"É bem melhor pensar sem falar do que falar sem pensar." - Jô Soares
Trilha sonora ♪
"Onde foi que eu errei?
Batendo de frente com a diferença
Entre eu e o mundo"
Me vs. The World (Madina Lake)
Beijos, tenham juízo.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Volúpia.
Cátia saiu calmamente do vestiário, andando pelo corredor da academia sem olhar para ninguém. Ela se sentia vazia. Vazia como se todas as coisas perdessem sua importância. Como se a vida fosse vã, como se as pessoas não existissem, fossem apenas expressões de existência. Ela mesma não sabia explicar o que sentia. Em frente à academia, Fabrício estava parado, olhando para o letreiro, baixando os olhos apenas quando Cátia apareceu à porta.
- Oi - disse ele. Ela ficou em silêncio, parando por um momento e depois andando devagar até ele. - Tudo bem com você?
- É, estou melhor - respondeu ela. - Amanhã estarei melhor ainda, espero eu.
- Vai sim - garantiu ele, olhando nos olhos dela. A garota olhou para baixo, depois para o fim da rua, e então voltou a olhar para ele.
- Eu não quero ficar sozinha... - disse ela.
- E não está sozinha, você sabe que pode contar com todos nós, não vamos te suportar, estamos todos no mesmo barco, afinal de cont...
- Você não me deixou terminar - disse ela, colocando uma mão sobre a boca dele, ficando na ponta dos pés e dando um curto passo à frente. - Eu não quero ficar sozinha hoje.
Fabrício levantou as sobrancelhas, e numa fração de segundo Cátia estava mais perto do que nunca. Ele fechou os olhos, ao passo que ela colocou uma mão sob seu queixo e a outra aberta em seu peito, beijando-o levemente, como se hesitasse. Ela parou, a boca colada na dele, como se esperasse alguma ação. Fabrício segurou-a pela cintura, puxou-a para mais perto - embora segundos antes ele tivesse imaginado que ela não poderia ficar mais perto - e retribuiu o beijo. Cátia deslizou a mão pelo tórax do rapaz, como quem diz "não me largue". Quantos segundos haviam se passado? Quantos segundos ainda se passariam? Nenhum dos dois sabia, e nenhum dos dois queria saber. Um dia antes eles se sentiam como se estivessem distantes, como se vivessem em mundos diferentes. E ali estavam eles, tão perto que não eram mais corpos distintos, e sim um único, um único mundo.
Escolhi essa imagem porque essa é a única cena que eu realmente gostei no filme Crepúsculo.
Frase: A paixão aumenta em função dos obstáculos que se lhe opõe. (Shakespeare)
Sem trilha sonora, infelizmente.
Beijos, se cuidem.
- Oi - disse ele. Ela ficou em silêncio, parando por um momento e depois andando devagar até ele. - Tudo bem com você?
- É, estou melhor - respondeu ela. - Amanhã estarei melhor ainda, espero eu.
- Vai sim - garantiu ele, olhando nos olhos dela. A garota olhou para baixo, depois para o fim da rua, e então voltou a olhar para ele.
- Eu não quero ficar sozinha... - disse ela.
- E não está sozinha, você sabe que pode contar com todos nós, não vamos te suportar, estamos todos no mesmo barco, afinal de cont...
- Você não me deixou terminar - disse ela, colocando uma mão sobre a boca dele, ficando na ponta dos pés e dando um curto passo à frente. - Eu não quero ficar sozinha hoje.
Fabrício levantou as sobrancelhas, e numa fração de segundo Cátia estava mais perto do que nunca. Ele fechou os olhos, ao passo que ela colocou uma mão sob seu queixo e a outra aberta em seu peito, beijando-o levemente, como se hesitasse. Ela parou, a boca colada na dele, como se esperasse alguma ação. Fabrício segurou-a pela cintura, puxou-a para mais perto - embora segundos antes ele tivesse imaginado que ela não poderia ficar mais perto - e retribuiu o beijo. Cátia deslizou a mão pelo tórax do rapaz, como quem diz "não me largue". Quantos segundos haviam se passado? Quantos segundos ainda se passariam? Nenhum dos dois sabia, e nenhum dos dois queria saber. Um dia antes eles se sentiam como se estivessem distantes, como se vivessem em mundos diferentes. E ali estavam eles, tão perto que não eram mais corpos distintos, e sim um único, um único mundo.
Frase: A paixão aumenta em função dos obstáculos que se lhe opõe. (Shakespeare)
Sem trilha sonora, infelizmente.
Beijos, se cuidem.
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009
"E essa agora?"
Pensava Fabrício. Cátia e Maria Helena puxaram-no até um dos bancos da catedral, e Daniel sentou ao seu lado, com o olhar frio, fixo em algo além. Ele não conseguia pensar em nada. Tudo que estava acontecendo não parecia abalar seu bom senso, mas o deixava inquieto ao mesmo tempo. Por alguns segundos ele se ocupava em pensar quanto tempo estaria perdendo ali na catedral, e logo sua atenção voltava ao casal e ao padre, que se colocavam logo na frente deles. "O que diabos está acontecendo, afinal?", perguntava-se o rapaz.
- Antes de tudo, uma coisa: vocês quatro estudam naquele colégio católico na outra quadra? - perguntou Atos.
- Eu faço cursinho lá - respondeu Fabrício, surpreendendo-se com a naturalidade de sua própria voz. - E antes da faculdade nós quatro estudávamos lá.
- Certo - disse Than. - Então vocês devem conhecer a Bíblia.
Ninguém se prontificou a reagir.
- E já ouviram falar dos quatro cavaleiros do apocalipse também, presumo eu...
- Você pensa que somos idiotas? - perguntou Maria Helena, encarando Than com os olhos afetados.
- De forma alguma - o padre e Than responderam em uníssono, com as risadas de Atos ao fundo.
- Lee, se acalme - recomendou Cátia, segurando a mão da amiga. Maria Helena respirava rápido, apertando a mão de Cátia. - Vamos ouvir, na pior das situações a gente corre.
- Gostei dessa garota - comentou Atos. - Ela é do meu par dessa vez?
- Não, é do meu, junto com o fortinho da marca no queixo - Daniel bufou, e Fabrício não pôde conter um breve e baixo riso. - Pois bem. Vou contar uma história. Não sei se vocês possuem uma crença em algo, mas alguma base religiosa vocês devem ter, fruto do colégio católico e da cultura religiosa que predomina em quase todos os cantos do planeta. Então. Eu e meu irmão Atos aqui, somos, como a mocinha ali disse, a personificação da Morte. Cuidamos do ir e vir das almas, da vida material para a vida extra-corpórea, para uma nova vida, quem sabe. Para o que vocês tendem a denominar Céu e Inferno. Diferente do que a maioria das pessoas acredita, essa história de juízo final não é algo futuro e distante, quando todas as almas serão julgadas e então adentrarão o Reino dos Céus ou padecerão entre as chamas infernais. Cada pessoa passa por seu próprio julgamento, por assim dizer. Tudo que as pessoas fazem na vida é registrado e guardado numa biblioteca. Quando alguém falece, seus registros são analisados e é determinado o que acontecerá à alma. Esse é o nosso trabalho.
Os olhos de Cátia brilhavam, em contraste à aflição que ela apresentava minutos antes. Maria Helena ainda respirava ofegante, mas parecia estar mais apta a ouvir e não apenas a replicar. Na mente de Fabrício, as informações não soavam tão alarmantes quanto ele pensava que soariam. Talvez fossem todos os problemas que o tivessem atingido naquele dia, talvez fosse essa preocupação que o atormentava, alguma coisa o fazia crer que estar ali ouvindo a estranha mulher falar sobre a morte não era algo detestável.
- Evidentemente, apenas dois indivíduos como nós não podem se encarregar de todo o mundo - prosseguiu Atos. - Afinal, é bastante gente. Por isso, a cada geração, quatro pessoas são escolhidas em cada um dos quatro cantos do mundo, para atuarem como mediadores da Morte, os quatro cães infernais, os quatro cavaleiros do apocalipse. Adivinhem só, estas quatro pessoas são vocês - ele fez uma pausa, olhando temporariamente para cada um dos jovens, e então pousando o olhar sobre Cátia, passando a conversar com um tom de voz mais categórico, como se discursasse. - A primeira a entrar foi você. Curiosa e decidida, tende a ser uma boa líder, egoísta, mas não deixa que as outras pessoas percebam seu egoísmo com facilidade, mascarando-se por caridades e gentilezas. Não é por isso que não merece mérito. Sabe persuadir assim como sabe mentir. É amiga de muitos, e muitos a seguem. Seu cavalo é branco, e foi-lhe dada uma coroa. Simboliza a conquista, o anti-Cristo. Você representa o cavaleiro branco, que vai vencendo.
Cátia sentiu uma estranha pressão no peito, Fabrício e Daniel engoliram em seco. Tudo que Atos dizia era verdade, como se ele conhecesse Cátia a anos. Ele então olhou para Fabrício e prosseguiu.
- Protetor, indeciso, preocupado. Problemático, bagunceiro. Por vezes não demonstra piedade alguma por outras pessoas ou causas. Gosta de montar estratégias, e não evita medidas drásticas, tampouco dramas ou intrigas. Seu cavalo é vermelho como o fogo e o sangue, e você carrega uma espada, destinado a trazer a destruição. Simboliza a guerra, o cavaleiro vermelho. - Atos virou-se para Maria Helena, que até então olhava para baixo. - Ah, a mocinha que sabe tudo sobre todas as coisas. Realmente, sua posição é bem condizente com o seu perfil. Sincera, vaidosa, altruísta e alienada. Informada sobre todas as coisas que lhe parecem interessantes, tem vários amigos e inimigos, gosta de tudo que é do bom e do melhor. Não menospreza as outras coisas ou pessoas, porém. Ao menos não publicamente. Cavalga num cavalo negro, e carrega uma balança. Representa a fome, a desigualdade derivada da guerra.
A moça abriu a boca, mas de nada valeria retrucar palavras que eram sinceras. Fabrício fechou a cara, remoendo a descrição que lhe fora dada. Daniel já levantava os olhos ao homem de cabelos prateados, imaginando o que viria para ele, e já tendo conhecimento de qual era seu cavalo.
- Finalmente, o cara com a marca no queixo. Você, garoto, tem as portas do Inferno abrindo-se às suas costas. Forte, popular, falso e por vezes indiferente. Materialista, pode acabar sendo frio demais, ignorando os sentimentos de outrem, às vezes não dando valor às coisas. Seu cavalo é magro, de uma cor baia, como a cor de corpos em decomposição. Simboliza a Morte como um todo, a praga.
O padre respirou fundo, e a catedral mergulhou no silêncio. Cátia e Maria Helena entreolharam-se quando as palavras começaram a fazer sentido. "Tudo aconteceu tão rápido" pensou Daniel, tirando o celular do bolso para checar as horas, agindo com uma leve indiferença à descrição que ouvira. Than e Atos aguardavam por um comentário dos jovens, e o padre fitava Fabrício com um ar de preocupação, ou talvez fosse apenas curiosidade.
- E não temos escolha a não ser trabalhar como ceifeiros para vocês - afirmou Daniel, guardando o celular e encostando-se no banco da catedral, esticando as pernas.
- Na realidade têm - esclareceu Atos. - No momento que vocês saírem por aquela porta, vocês poderão se esquecer de tudo que ouviram aqui e seguir o caminho que estavam seguindo antes de resolverem entrar na catedral, caso recusarem. E vocês não serão ceifeiros. Não estarão tirando vidas. Estarão, apenas, direcionando as almas para seus devidos destinos. Não serão assassinos. Nós somos a Morte, uma entidade divina. Vocês foram escolhidos a partir da providência divina. No entanto, não os privaremos do direito de escolha, se assim fizéssemos, não seríamos justos como justas divindades que somos. A decisão cabe apenas à vocês.
Cátia olhou para Fabrício com um ar de dúvida. Daniel esticou os braços atrás da cabeça, a olhar para o teto da catedral, enquanto Maria Helena permanecia com a cabeça baixa. "E essa agora?" pensou novamente Fabrício.
Este trecho é uma prévia e está sujeito a mudanças. Desculpem-me pela extensão do texto.
Rá, que tal? :D
O layout ficou bom né, não vão mentir para mim!
Sem frases famosas e sem trilha sonora hoje.
Beijos, se cuidem.
- Antes de tudo, uma coisa: vocês quatro estudam naquele colégio católico na outra quadra? - perguntou Atos.
- Eu faço cursinho lá - respondeu Fabrício, surpreendendo-se com a naturalidade de sua própria voz. - E antes da faculdade nós quatro estudávamos lá.
- Certo - disse Than. - Então vocês devem conhecer a Bíblia.
Ninguém se prontificou a reagir.
- E já ouviram falar dos quatro cavaleiros do apocalipse também, presumo eu...
- Você pensa que somos idiotas? - perguntou Maria Helena, encarando Than com os olhos afetados.
- De forma alguma - o padre e Than responderam em uníssono, com as risadas de Atos ao fundo.
- Lee, se acalme - recomendou Cátia, segurando a mão da amiga. Maria Helena respirava rápido, apertando a mão de Cátia. - Vamos ouvir, na pior das situações a gente corre.
- Gostei dessa garota - comentou Atos. - Ela é do meu par dessa vez?
- Não, é do meu, junto com o fortinho da marca no queixo - Daniel bufou, e Fabrício não pôde conter um breve e baixo riso. - Pois bem. Vou contar uma história. Não sei se vocês possuem uma crença em algo, mas alguma base religiosa vocês devem ter, fruto do colégio católico e da cultura religiosa que predomina em quase todos os cantos do planeta. Então. Eu e meu irmão Atos aqui, somos, como a mocinha ali disse, a personificação da Morte. Cuidamos do ir e vir das almas, da vida material para a vida extra-corpórea, para uma nova vida, quem sabe. Para o que vocês tendem a denominar Céu e Inferno. Diferente do que a maioria das pessoas acredita, essa história de juízo final não é algo futuro e distante, quando todas as almas serão julgadas e então adentrarão o Reino dos Céus ou padecerão entre as chamas infernais. Cada pessoa passa por seu próprio julgamento, por assim dizer. Tudo que as pessoas fazem na vida é registrado e guardado numa biblioteca. Quando alguém falece, seus registros são analisados e é determinado o que acontecerá à alma. Esse é o nosso trabalho.
Os olhos de Cátia brilhavam, em contraste à aflição que ela apresentava minutos antes. Maria Helena ainda respirava ofegante, mas parecia estar mais apta a ouvir e não apenas a replicar. Na mente de Fabrício, as informações não soavam tão alarmantes quanto ele pensava que soariam. Talvez fossem todos os problemas que o tivessem atingido naquele dia, talvez fosse essa preocupação que o atormentava, alguma coisa o fazia crer que estar ali ouvindo a estranha mulher falar sobre a morte não era algo detestável.
- Evidentemente, apenas dois indivíduos como nós não podem se encarregar de todo o mundo - prosseguiu Atos. - Afinal, é bastante gente. Por isso, a cada geração, quatro pessoas são escolhidas em cada um dos quatro cantos do mundo, para atuarem como mediadores da Morte, os quatro cães infernais, os quatro cavaleiros do apocalipse. Adivinhem só, estas quatro pessoas são vocês - ele fez uma pausa, olhando temporariamente para cada um dos jovens, e então pousando o olhar sobre Cátia, passando a conversar com um tom de voz mais categórico, como se discursasse. - A primeira a entrar foi você. Curiosa e decidida, tende a ser uma boa líder, egoísta, mas não deixa que as outras pessoas percebam seu egoísmo com facilidade, mascarando-se por caridades e gentilezas. Não é por isso que não merece mérito. Sabe persuadir assim como sabe mentir. É amiga de muitos, e muitos a seguem. Seu cavalo é branco, e foi-lhe dada uma coroa. Simboliza a conquista, o anti-Cristo. Você representa o cavaleiro branco, que vai vencendo.
Cátia sentiu uma estranha pressão no peito, Fabrício e Daniel engoliram em seco. Tudo que Atos dizia era verdade, como se ele conhecesse Cátia a anos. Ele então olhou para Fabrício e prosseguiu.
- Protetor, indeciso, preocupado. Problemático, bagunceiro. Por vezes não demonstra piedade alguma por outras pessoas ou causas. Gosta de montar estratégias, e não evita medidas drásticas, tampouco dramas ou intrigas. Seu cavalo é vermelho como o fogo e o sangue, e você carrega uma espada, destinado a trazer a destruição. Simboliza a guerra, o cavaleiro vermelho. - Atos virou-se para Maria Helena, que até então olhava para baixo. - Ah, a mocinha que sabe tudo sobre todas as coisas. Realmente, sua posição é bem condizente com o seu perfil. Sincera, vaidosa, altruísta e alienada. Informada sobre todas as coisas que lhe parecem interessantes, tem vários amigos e inimigos, gosta de tudo que é do bom e do melhor. Não menospreza as outras coisas ou pessoas, porém. Ao menos não publicamente. Cavalga num cavalo negro, e carrega uma balança. Representa a fome, a desigualdade derivada da guerra.
A moça abriu a boca, mas de nada valeria retrucar palavras que eram sinceras. Fabrício fechou a cara, remoendo a descrição que lhe fora dada. Daniel já levantava os olhos ao homem de cabelos prateados, imaginando o que viria para ele, e já tendo conhecimento de qual era seu cavalo.
- Finalmente, o cara com a marca no queixo. Você, garoto, tem as portas do Inferno abrindo-se às suas costas. Forte, popular, falso e por vezes indiferente. Materialista, pode acabar sendo frio demais, ignorando os sentimentos de outrem, às vezes não dando valor às coisas. Seu cavalo é magro, de uma cor baia, como a cor de corpos em decomposição. Simboliza a Morte como um todo, a praga.
O padre respirou fundo, e a catedral mergulhou no silêncio. Cátia e Maria Helena entreolharam-se quando as palavras começaram a fazer sentido. "Tudo aconteceu tão rápido" pensou Daniel, tirando o celular do bolso para checar as horas, agindo com uma leve indiferença à descrição que ouvira. Than e Atos aguardavam por um comentário dos jovens, e o padre fitava Fabrício com um ar de preocupação, ou talvez fosse apenas curiosidade.
- E não temos escolha a não ser trabalhar como ceifeiros para vocês - afirmou Daniel, guardando o celular e encostando-se no banco da catedral, esticando as pernas.
- Na realidade têm - esclareceu Atos. - No momento que vocês saírem por aquela porta, vocês poderão se esquecer de tudo que ouviram aqui e seguir o caminho que estavam seguindo antes de resolverem entrar na catedral, caso recusarem. E vocês não serão ceifeiros. Não estarão tirando vidas. Estarão, apenas, direcionando as almas para seus devidos destinos. Não serão assassinos. Nós somos a Morte, uma entidade divina. Vocês foram escolhidos a partir da providência divina. No entanto, não os privaremos do direito de escolha, se assim fizéssemos, não seríamos justos como justas divindades que somos. A decisão cabe apenas à vocês.
Cátia olhou para Fabrício com um ar de dúvida. Daniel esticou os braços atrás da cabeça, a olhar para o teto da catedral, enquanto Maria Helena permanecia com a cabeça baixa. "E essa agora?" pensou novamente Fabrício.
Este trecho é uma prévia e está sujeito a mudanças. Desculpem-me pela extensão do texto.
Rá, que tal? :D
O layout ficou bom né, não vão mentir para mim!
Sem frases famosas e sem trilha sonora hoje.
Beijos, se cuidem.
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